domingo, 28 de setembro de 2003

os cavalos da lipizzaner

sei agora de onde sairam os cavalos...

encontro em viena

venho mais cedo para o encontro.
hundertwasser diz-me que tem um segredo para me contar e que devo vir depressa a viena. o encontro ficou marcado para segunda-feira de manha. nao resisti e vim no primeiro aviao. agora, resta-me esperar. de algum modo, pensei que o podia encontrar em stephansplatz. encontro varios cavalos expostos pela baixa de viena. pegasus de todas as cores. serao a mensagem dele? o que sera que aprontou agora?

sexta-feira, 26 de setembro de 2003

curia palace

estão a chegar os nossos cientistas-emigrantes. vão juntar-se à volta da piscina do palace.
a constança, nosso orgulho em hannover, traz-me bombons e sorrisos. estuda agora os ácidos nucleicos (rna) que interferem.
agora que não há congressos do psd, porque não uma transmissão em directo na tv, para todos verem os olhares, ouvirem o entusiasmo, pressentirem um país a migrar por um mundo sem portas?
sim, esse portas do congresso do fim de semana!
esta é a mesma geração dos outros que passam o dia à volta da piscina com directos na tv?

quinta-feira, 25 de setembro de 2003

4 poemas de marco saya

surpresa agradável no correio. recebo quatro poemas de e por marco saya. une-nos o prazer de ler antonella anedda.
partilho-os aqui.

Tra il silenzio degli ulivi

Qui, tra il silenzio degli ulivi,
l'azzurro del cielo abbraccia la valle
e un campanaccio da chissà dove
spezza la monotonia del ritmo
uguale all'incedere di quel pastore
e a un cane che da rituale abbaia
per dire che c'è e che ci siamo
anche noi nel descrivere
la saggezza della natura
così bonaria nell'umore
di una giornata serena
in attesa di quel lampo
di buio pronto a deturpare
il paesaggio nel nuovo
ordine delle cose


Cade per caso

Sanguina il dito
impronta su carta
assorbente

Assorbe la linfa
una goccia scappata

Pesa di meno
la vita (ora)

Quell'attimo mi sovrasta
sorpassa il presente

Ritorno al mio dito

L'indice
indica il rimedio

Continua e straripa
Lago (rosso di sera)
dispera di guarire

chè il futuro non vede
e un'altra goccia
cade per caso
e piove la vita...


E tutti dicono

E tutti dicono
Poi tacciono
Infine si nascondono

E tutti pretendono

Poi chiedono
con le palme tese
al crocevia dello scontato

Infine una delle tante croci
Suggella il fallimento
dell'illusione pagata con comodi ratei...

Pochi parlano con occhi aperti
Pochi ascoltano

Pochi accettano
la mediocrità
che vuole assurgere ad archetipo
di ogni tempo


Pochi salutano
l'umile albergo
dei turisti
occasionali.


Silloge

La vita...

Perchè mi ritrovo sola al buio?
La natura gioca con i cuccioli
e il gioco della caccia li segue
Io aspetto ancora un fratello
nella pancia di un'altra mi cerca

L'amore...

E' così giunto il black-out del cuore
Non vede,non sente,non parla e stop!
All'improvviso s'accorge del nuovo
La confezione intatta si apre
(data di scadenza segnala rosso)
Attraversiamo incerti le strisce

L'approssimarsi...


Se un giorno dovessi morire
ricordati che non sarò più sola
e quella foto adagiata laggiù
ti parlerà dell'intensa e breve
vacanza trascorsa qua e là tra noi

Se un giorno dovessi mancare
Madre non ti angosciare per me
hai pur dato a questa crisalide
la possibilità di far sognare
la vita a variopinta farfalla

Se infine marcassi visita
Padre (insperato) non rincorrermi
lascia che l'altro Padre mi adotti
chissà che non sia migliore di te
e non mi porti sulla retta via...

quarta-feira, 24 de setembro de 2003

último recado: abel salazar

olha mafalda, agora que partes para essa nova Kos ou Knidos, não sei bem, procura tempo para saberes o que pode o mestre fazer para ser proibido de ensinar. quando o souberes, procura as pinturas, folheia o relato da viagem a itália nessa primavera de 1934 e depois volta ao estudo da fisiologia.

procura-me

como eu te distingo
nos mapas que me desvendas
segue-me

como eu te canto
enquanto dormes
ouve-me

como eu procuro
as minhas mãos
nos sonhos
que me ensinas
olha-me

como eu escrevo
as tuas palavras
atento
vigilante
lê-me

como eu conto
os numeros primos
do tempo que me dás
vem

assim saberás
o namoro que prometi

cumpre-nos!

segunda-feira, 22 de setembro de 2003

um sol que me esconde da sombra que me revela

por aqui
vem por aqui

e assim saberás onde me encontrar
se não respondo

turismo blogal

passei o dia no oeste.
parece que só há um.
sim, esse aí: santarém e rio maior.
cozido à portuguesa ao almoço combatido com vinho da região.
digressão (empurrando bolas...) pela quinta do brinçal que ardeu este fim de semana
quando me despedia dos amigos, a grande surpresa do dia: vem ver a casa do vizinho JPP (eles não sabem que ele é abrupto).

e daí surge a ...
grande ideia para turismo blogal: venha conhecer a biblioteca mais postada em portugal. esta é a sala de onde saíram os textos mais visitados da blogo... (palavrões, não). foi neste sofá que o postador descansou ao 7º post. e por aí fora.

será que resulta? nos estados unidos resultava de certeza!

domingo, 21 de setembro de 2003

leni riefenstahl

faíza hayat pergunta na edição do público (xis) de 20.9.2003, se não se devia evitar o epiteto de "a realizadora de hitler" quando se fala de uma senhora que viveu 100 anos.

não faíza, não pode.
a explicação é dada, 10 dias antes, por helena ferro de gouveia nas páginas do mesmo jornal:
"venerada e excluída, escudando-se na (deliberada?) ignorância política, alegando que era apenas uma "artista ao serviço da sua arte", como quem vende a alma ao diabo mas quer evitar as inconveniências do contrato."

moral da história:
"Morreu uma mulher extraordinária, de um génio depurado como um diamante à procura da beleza absoluta. É difícil de aceitar um tal génio ao serviço do pior dos horrores. A estética negligenciou, como tantas vezes, a ética."

dizias-me tu:

estás onde está a tua energia, a tua vontade.
és aí!
porque te espantas quando te lembro agora que não estás?

sexta-feira, 19 de setembro de 2003

enjoy the ride

intriga-me a rapariga que a empresa de limpezas enviou agora e que me limpa o gabinete.
ao contrário das anteriores, cumprimenta-me com um sorriso rasgado, trata-me por tu, acrescenta uma frase sempre diferente à despedida e, apesar de tudo isto ser mais ou menos banal, estou intrigado.
lembro-me da história da hiena: ela ri de quê?
acho que se ri da precaridade do que faz, da minha pose pomposa quando atravesso a esfregona para sair a porta, das partidas que a vida lhe pregou e que ela acumula em celulite de desdém.
ri-se por pensar que me levo mais a sério do que devia.
que sabe ela de mim que as outras não viram?

efeito boomerang

só sabes o que sentes...

boomerang 5+
optimus

de "il picollo berto"

Um grito
de criança se ergue nas escadas. Chora
pela mulher que parte. Ali, nessa hora,
se quebra um coração pra sempre.

Após
quarenta anos passaram.
O menino
é um homem feito, quase um velho, e esperto
se fez por mal e bem. Chama-se Umberto
Saba o menino. E vai, buscando paz,
fazer visita à ama que o criou.

Que se ela de o deixar se amargurou,
não por gosto o deixara. Assim, o mundo
a ele ficou suspeito, lhe foi sempre
(ou lhe parece tal) um inimigo.

Suspenso da parede há um relógio antigo
que as horas dá num som de quase morto.
A ele o regulava noutro tempo
o balir doce; e caro lhe é conforto
agora o regulá-lo. Mais lhe apraz,
anoitecendo, acender o lume,
e ali ficar com ela até que diga:
- É tarde. Volta prá tua mãe, Umberto.

Umberto Saba, tradução de Jorge de Sena

a boca

A boca
que primeiro levou
aos meus lábios a cor da aurora
ainda
em belos pensamentos desconto o aroma.

Ó pueril boca, amada boca,
que dizias o que ousavas e tão doce
eras a beijar.

Umberto Saba, tradução de Eugénio de Andrade

quinta-feira, 18 de setembro de 2003

sonho em trieste

Eis-te de novo velho mar
pleno das minhas âncoras
Nem a vaga ausente
Nem o silêncio da luz
Dizem à gaivota
Sê amável
Com as minhas velas
Quantas rugas
Cordas oferecidas à errância
São precisas ao sol
Para ser surdo aos canhões
Aqui estão os meus mastros
Ciumentos dos descuidados pinheiros
Mais inquietos que as colinas
Por amar demasiado os sinos
Arde Sarajevo
Porque não aboliste as fronteiras
Nas veias do vento
Ulisses
Dos secretos amores
Ocultos ao horizonte
Eis-te esgotado mar
Passos pesados
Pelos cais
Nem o porto
Raptou os corsários
Nem a pedra
Salvou as neves
As recordações
Levadas pelas espumas
O sal fere as suas asas
A noite rouba-lhe os voos
Cume após cume
Tu temes as águias
As garras delas como balas
Nas névoas sonoras
Porque não imploraste as rochas
A desenvolta andorinha
Mar magoado
Para abraçar a água frívola
Nos braços da noite escarlate
E apagar todos os incêndios

Tahar Bekri, Trieste, 1996

pasión ibérica

tagv 03.09.17 22:00.
a mão esquerda de rodrigo leão em "a moira". o violino de viviana tournikova, sempre. o jeux d'amour na voz e no acordeon.
a voz de rodrigo anuncia: estamos a acabar o tour ibérica e o tagv foi a primeira sala que esgotámos. já agora, para que é que isso nos interessa.
como alguém gritou na sala: queremos a noite toda!

ps: não sei se disse, a mão esquerda de rodrigo leão em "a moira".

trieste desigual

Tal como James Joyce e a sua companheira Nora Barnacle, Jonh McCourt partiu de Dublin para Trieste e descreve os anos de esplendor criativo do autor de Ulisses naquele porto do adriático. As histórias dos anos difíceis do ponto de vista económico mas extremamente produtivos do ponto de vista criativo. Em Trieste, Joyce escreveu a maior parte de Dubliners, trabalhou Stephen Dedalus do Retrato do artista quando jovem e começou Ulisses. McCourt retrata a vida cultural de Trieste do principio do século XX.

Na hora de almoço, sou surpreendido por este livro na montra da livraria. Devoro páginas soltas que dão conta da paixão de Joyce pela ópera italiana, do surgimento das primeiras salas de cinema, da atmosfera intelectual resultante do convívio com Italo Svevo e outros. Compreendo agora o que queria dizer quando escreveu que alguém que se respeita deve sair da Irlanda.

Tudo é familiar: Miramar, o Gran Canal, a igreja de Sant'Antonio Taumaturgo, o mercado em Piazza Ponterrosso, o Teatro Verdi e o Caffé Bizantino.

John McCourt, The years of Blomm, James Joyce in Trieste 1904-1920 (Lilliput Press, 2000)

segunda-feira, 15 de setembro de 2003

de repente, não mais que de repente

procuro nas palavras as pessoas. as pessoas dos dias desiguais pregam partidas, eu sei. dou por mim a seguir o olhar de pontos que se julgam pequenos e a prender palavras que guardei. são vários os dias a esperar um sorriso. as invernias têm meia cara, também sei. continuo a abrir as janelas todos os dias. por vezes, aquele lugar onde se sentavam afectos é ocupado por sombras. nada mais me torna tão vulnerável. essas sombras que desconcertam e me fazem parar.

sábado, 13 de setembro de 2003

os meninos de hundertwasser

ontem à noite tive mais uma visita de hundertwasser. pareceu-me mais eufórico que nunca. falou das ideias desarrumadas para construir mil e uma coisas. obstinado como sempre, falou das renovações que opera, agora que é imitado em infantários. aconselhei-lhe calma, que devia sossegar agora um pouco mais. perguntou o que tenho feito. porque mantenho as telas em branco há tantos meses. porque montei um segundo cavalete se nada comecei no primeiro. porque não uso todas as cores nas palavras pouco arrojadas que escrevo. fiquei sem resposta. desculpei-me depois com a reconstrução, com o tempo que me toma espreitar agora ruas que abandonei temporariamente. que mudo incessantemente de janela. sim, as janelas. preocupo-me com as janelas. tive algumas ideias para janelas. mas agora espero. ele devia fazer o mesmo. esperar. deixar os meninos pintarem hundertwassers e esperar. ele explicou-me que é isso mesmo que o preocupa. os meninos pintam muito depressa e já pintaram quase tudo, precisava ser rápido para os meninos não pararem de pintar.
saíu a correr apressado.
ainda ouvi gritinhos e risos redobrados quando bateu com o portão do jardim.

no melhor pano não cai nada

admiro as referências sempre à mão.
procuro as dos outros para saber do que falam. relembro frequentemente textos já esquecidos. muitas palavras ficam para trás e delas só resta uma impressão que guardo como instinto.
admiro aqueles que leram muito, ouviram muito ou privaram com pessoas que trazem ideias novas ou ideias velhas revisitadas. por vezes, sou surpreendido por posts de pessoas interessantes, com muitas palavras lidas e ouvidas, que dão erros ortográficos. penso: no melhor pano cai a nódoa. de imediato, dou por mim a desvalorizar esses erros.
há dias, jantava com um professor de ribeirão preto que me perguntava se não sentia a urgência do acordo ortográfico. respondi que não, que pouco me interessam hoje esses detalhes e que as ideias, a criatividade e a riqueza das várias culturas lusófonas vai para lá disso. evoluem e assim associam mais uma dimensão às linguas: o tempo.
gosto de procurar o significado de uma palavra ou expressão pelo jogo que proporciona. faço o mesmo quando quero decifrar as mensagens que a mafalda me envia para o telemóvel. venham todas as mensagens, todos os posts, todas as palavras. procurarei nelas o significado como faço para descobrir semelhanças entre outras que conheço. que passatempo fantástico procurar palavras semelhantes em alemão e holandês.
quanto aos erros ortográficos, não mancham pano nenhum ainda que não custe nada deixar de acentuar os advérbios de modo.

a literatura no conflito de gerações

a sofia propõe o avesso do tema de um debate sobre o conflito de gerações na literatura: a literatura no conflito de gerações.
apresento o meu caso: cresci rodeado de livros que eram comentados e citados em todos os momentos. contudo, notei que havia em casa dos meus pais uma grande diferença entre os livros chamados residentes e aqueles que eu procurava como se de clandestinidade se tratasse (clandestinos também havia). assim, lia-se e comentava-se à mesa de jantar Marcel Aimée ou Dostoievski, mas não se falava de Ginsberg ou Ferlingheti. Comentava-se Mendes de Carvalho pelo prazer da sátira. e dai não se passava. se houve conflito, veio pelo que cada um de nós fez com a literatura que tinha dentro. e assim sofia, mudámos de café.

sexta-feira, 12 de setembro de 2003

tommaseo

sentada na primeira mesa à frente dos músicos, era ela que enchia a sala. eram os seus dedos que estavam naquele piano, a sua respiração que alimentava o saxofone amuado, a sua perna que ajustava a pandeireta nos pés do contrabaixo. foi ela que recebeu Getz, Davis e Scott. provavelmente nao sabe que naquela mesa se sentou Svevo, Musil, Benjamin, Kafka ou Walzer. eram tão desinteressantes naquele momento como o chá com bolos servidos nessa tarde.

silvio

e depois vamos e conquistamos o campeonato. custe o que custar. ninguém se vai rir de nós. convivemos com os poderosos e aprendemos a manha. agarra-los primeiro, espreme-los depois. damos o que for preciso. enfim, poderemos ser arrogantes e desafiaremos o mundo. podemos propor Mussolini para canonização. eles vão ficar verdes de raiva. prometo. eu nao me chame silvio!

terça-feira, 9 de setembro de 2003

caffé florian

escutou emocionada a orquestra. observou a rapariga alta e esguia que se levantou para dançar o tema de Zorba. passou em revista os fatos brancos de todos os empregados lividos. bebeu as ultimas gotas da sua taça de espumanti e aguardou que o companheiro terminasse o corriere della sera. levantou-se. beijou-o ternamente e chorou.
ela nao vai esquecer aquele fim de tarde na piazza dos seus sonhos.
ele perdeu mais um pedaço dela.

quinta-feira, 4 de setembro de 2003

Notti di pace occidentale

Per trovare la ragione di un verbo
perché ancora davvero non é tempo
e non sappiamo se accorrere o fuggire.
Fai sera come fosse dicembre
sulle casse innalzate sul cuneo del trasloco
dai forma al buio
mentre il cibo s’infiamma alla parete.
Queste sono le notti di pace occidentale
nei loro raggi vola l'angustia delle biografie
gli acini scuri dei ritratti, i cartigli dei nomi.
Ci difende di lato un'altra quiete
come un peso marino nella iuta
piegato a lungo, con disperazione.


Antonella Anedda

cais

quando abrir os olhos vou estar sentado no molhe bersagliere de costas viradas para a stazione marittima de trieste. vou ter nas mãos poemas da antonella anedda e procurar-te na paz ocidental. as velas vão distrair-me, eu sei, e não poderei distinguir a chegada da partida.

da baía de trieste à sala grande da 60ª mostra cinematográfica de veneza

trieste:
vão chegar à sala mensageiros de toda a parte que anunciam novos mundos imaginados.

veneza:
vão chegar à sala mensageiros de toda a parte que anunciam novos mundos imaginados.

quarta-feira, 3 de setembro de 2003

oração

disse-me alguém de quem gostas que eu não devia dizer-te quanto és para mim. não saberias o que fazer com tanto poder. continuo a fazê-lo em segredo todas as noites antes de adormecer. como se faz com uma oração. quando vais saber o que fazer com ela?

segunda-feira, 1 de setembro de 2003

dominó

a minha capacidade de me espantar já não é o que era. de qualquer modo, por vezes fico perplexo.
Faíza Hayat dá conta, na sua crónica "Conversas com o espelho" publicada na XIS (Público) de 30/8/2003, de lhe ter chegado às mãos, no Cairo, um texto de George Kennan, planificador estratégico dos EUA. Em 1948, eram estas as suas instruções: "Temos 50 por cento da riqueza mundial mas apenas 6,3 por cento da sua população. Nesta situação, o nosso verdadeiro trabalho no período que se avizinha é manter esta disparidade. Para conseguir isso, temos de prescindir de qualquer sentimentalismo. Temos que deixar de pensar em direitos humanos, a elevação do nível de vida e a democratização".
Para quem pensa que 50 anos é muito tempo, que muita coisa muda em 50 anos, convem não esquecer as bestas que não morrem, apenas aparecem adormecidas por uns episódios.
Curiosidade: Sérgio Vieira de Mello nasceu em 1948.
Faíza acrescenta que Vieira de Mello não morreu esmagado por uma viga, morreu atropelado por um dominó.