sexta-feira, 14 de novembro de 2003

mudar o mundo









afinal não é carl hancock rux que vai mudar o mundo.
talvez ele mude às 3 da manhã, não sei.

o espectáculo de rux é devastador.
devastador pelo respeito pelo público, pela inteligência, pelo bom gosto, pelos amigos, pelas palavras, pelos sons ou talvez por nada disto.
rux tem carisma e sente o que diz. a mistura de gospel e hip-hop resulta num transe que tem o seu auge na respiração que imprime a um parto, simbolo do encontro com o sublime (a primeira ovação da noite).
não é rux que vai mudar a vida cultural nos próximos anos. os americanos não vão dar a rux o que deram a al, aretha ou a prince. vai ser mais falado, mais ouvido, mais lido mas não vai sair de um circuito diminuto.

para mim, sobra-me ainda curiosidade.
curiosidade para ler a sua opereta pagã e ouvir o seu disco editado (rux revue, 1999) e o novo (apothecary rx com estreia mundial marcada para 15 de janeiro de 2004).

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