as imagens significam tudo a principio. são sólidas. espaçosas.
mas os sonhos coagulam, fazem-se forma e desencanto (...)
as imagens
anjos do desespero, heiner muller.
relógio d'água, 1997.
dos textos saltaram palavras que perdeste nessas paisagens agora desertas. cansados tombam os castanheiros no intervalo da figuração de mais um inverno. as tuas lágrimas diluem as cores que foram de céu, caminho e ribeiro. e permaneces assim, muda e triste, sem saberes que outro cenário te espera mais à frente, depois mais um sonho e além outra estação. esperam-te os poetas e os pintores e, pairando sobre a tua cabeça, os anjos vão dar-te pergolesi como nunca ouviste. basta-te que dês um passo e abras bem os olhos.
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