agostinho da silva escreveu num texto introdutório à colectânea da segunda série de 'conversas à quinta-feira' de luis machado (asa, 1993): 'o que uma vez foi sempre será, porquanto inscrito naquela eternidade feita do tempo que não acaba nunca. é bem possível que o futuro já nele também esteja. só que o não alcançam os nossos olhos'. assim tudo parece eterno, poderá afastar-se apenas a vontade e refugiar-se num silêncio para sempre marcada no tempo.
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