sábado, 18 de junho de 2005

esta cela e a do lado












quase não nos movemos.
saímos uma vez por dia:
ontem à tarde,
hoje de manhã cedo.
quase não vemos rostos
apenas se ouvem murmúrios.

as mensagens que escrevemos
as mortalhas de cigarros
a letra miuda
o espaço que deixamos
o fim das linhas
o fim dos textos
sempre à espera
a cela do lado

ao lado.

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