
todos os dias seriam suportáveis se fossem como a sexta-feira passada. eu fechado num hotel de uma ilha inverosímil que teima em falar português. o jornal que em castelhano se esquece de lisboa. o televisor em branco que espera friamente que eu escolha um canal. e nada, nem as obras que preparam os edifícios para as inaugurações, nos faz lembrar a noite que começa agora.
6 comentários:
"a ruminante paciência que há na espera"
a um deus surdo
variações em sousa, fernando assis pacheco.
angelus novus - cotovia, 2004.
ter o tempo todo do mundo para dizer
paciência
ou melhor, pa-ci-ên-ci-a, bem devagarzinho
e deixar que as tuas mãos
reconstruam as novas cidades como quem
abismado
descobre sílaba a sílaba o edifício
do meu corpo
e
ruminar na espera
todo o tempo que havemos de nos ter
ah, e um beijinho, claro
Ninguém se salva!
Tenho dito...
oh rapaz e quando é que daí sais? hein?
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