haneli mustaparta (c) 2009.
os passeios, os corredores e as escadas servem diversos encontros e desencontros. a medida das distâncias, o ensaio dos silêncios, o tom de voz que nos trai no último passo. uma probabilidade infinita de perdas irreparáveis. ao fim de pouco tempo, queremos os caminhos dos outros, as vidas dos outros, fazemos batota e não funciona. um dia, partilhamos o percurso no mesmo sentido e tudo muda. caminhamos lado-a-lado mas estamos verdadeiramente frente-a-frente. há um momento mágico em que o caminho é partilhado e compreendemos essa magia como se nos apresentassem de bandeja a coerência do universo. assim, redondo e cruel. agora nós e não outros. neste sentido, o nosso.