olho constantemente para trás. mesmo quando venho a esta janela procuro a paisagem de todas as outras janelas por onde espreitei. tento saber o que guardei do que vi. algumas vezes (talvez em fotografias) encontro detalhes que então são importantes mas que naqueles momentos não vi ou simplesmente esqueci. outras vezes, descubro que continuo a lembrar insignificâncias que carrego como lixo. de algum modo, devem ser importantes e por isso aqui estão agora comigo. mesmo quando por qualquer partida estranha elas parecem desaparecer. vejo-as como gustav metzger vê o seu lixo. deve ser destruido ou destruir-se mas o seu lugar agora é aqui.
