


eu nunca fui à figueira da foz. nunca deixei, na areia ou no picadeiro, rotinas que se parecessem com as de frederico lourenço. não reconheço na minha mãe de s. julião aquilo que ele refere como "coisas da figueira" no seu amor que não acaba. de cada vez que pensaram que estive na esplanada ou na praia do relógio, eu estava em saint-tropez, saint-malo ou brighton. foi nessas praias que deixei as mãos cravadas na areia. lembro-me até de umas férias que passei com stefan zweig numa metamorfose mais embriagada ainda mas nunca fui à figueira.

