
marguerite duras escreveu, ou melhor, ditou em "a vida material" que sempre se sentia no fim de cada verão como uma tonta que não percebe o que se passou mas que percebe que é demasiado tarde para poder viver o que se passou. mesmo assim, sabia olhar o mar e escreveu em "verão 80" o que não podia viver.
eu sempre entendi o verão como um intervalo em que não sabemos se vivemos outra coisa ou a mesma história contada de modo diferente. a sensação é a mesma que teríamos se no intervalo do cinema projectassem cenas diferentes com um grupo de actores mais ou menos igual. a minha situação é, contudo, pior que a de duras: não imagino sequer como poderia ter vivido o verão e muito menos escrevê-lo.
eu sempre entendi o verão como um intervalo em que não sabemos se vivemos outra coisa ou a mesma história contada de modo diferente. a sensação é a mesma que teríamos se no intervalo do cinema projectassem cenas diferentes com um grupo de actores mais ou menos igual. a minha situação é, contudo, pior que a de duras: não imagino sequer como poderia ter vivido o verão e muito menos escrevê-lo.
















































