há uns dias, comentava anabela mota ribeiro um seu pensamento matinal sobre a desmesura dizendo que não a aprecia particularmente. admite, contudo, duas excepções: na arte e no amor. voltei várias vezes a esse pensamento intrigante e intrigado. na vida, sou desmesurado em momentos e terrenos que não estes. por outro lado, o amor é tantas coisas que posso achar-me desmesurado por amor a uma causa, pessoa, objecto ou ideia. da arte, principalmente da arte sem regras clássicas, quase me atrevo a dizer o mesmo. no limite, a desmesura pode ser estendida à fronteira da afirmação de estar vivo.
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