domingo, 24 de outubro de 2004

dou-te os meus olhos












ontem: o caminho era espelhado, não reparei nas margens e nunca duvidei de cada curva sem te ver.

hoje: quando procuro aquela silhueta, tão ao fundo, tão imóvel, não sei se será um abraço, a ternura da fusão ou o desespero solitário que tolhe cada desejo.

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