quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

a graça reticente (mania 1)


numa entrevista a herberto helder publicada na inimigo rumor*, o autor de folhetos refere que escrevemos um poema devido à suspeita de que enquanto o escrevemos algo vai acontecer, uma coisa formidável, algo que nos transformará, que transformará tudo. explica depois que normalmente não acontece nada mas ficamos diante do anúncio suspenso e ameaçador de uma graça reticente, num dom reticente. a mania que te trago hoje calamity, é essa: teimo na contemplação dessa força nova e profunda.

*inimigo rumor nº11, 2º semestre 2001. pp 190.

1 comentário:

Anónimo disse...

Very pretty design! Keep up the good work. Thanks.
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