segunda-feira, 8 de junho de 2015

É belo de mais para morrer*

Catarina Domingues, Preto no Branco #3.

O que é belo de mais para morrer, não morre. Sobre ele, ela, isso, a morte não tem poder. E quando chega, só lhe reforça o sentido e o fulgor. O que é belo de mais para morrer conhece a morte, e sabe que ela não pode atingi-lo. A beleza é um antídoto para a morte. Traz em si mesma o seu destino, que é a escolha da sua verdade.

João Barrento, Como um hiato na respiração - Diário do Dia Seguinte, Lisboa: Averno, 2015

*Maria Gabriela Llansol, Caderno 1.62, p.62.

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