quarta-feira, 31 de maio de 2017

Eternidade

Srdce, Dominik Mareš.

Vens a mim 
pequeno como um deus, 
frágil como a terra, 
morto como o amor, 
falso como a luz, 
e eu recebo-te 
para a invenção da minha grandeza, 
para rodeio da minha esperança 
e pálpebras de astros nus. 

Nasceste agora mesmo. Vem comigo. 

Jorge de Sena, Perseguição, 1942.

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