segunda-feira, 19 de abril de 2004

margens da melancolia












um destes dias fugi perigosamente para a beira do rio. nas margens da melancolia tenho momentos em que te traio e te fujo como nunca o faço. como naquele dia em que falei com uma pessoa estranha, só podia ser uma pessoa estranha, e falámos de banalidades como a idade ou as casas. tenho tanto medo dessas fugas. nesses momentos falta-me a literatura portátil e faço disparates. sinto que aceitava qualquer proposta que me prometesse um canto sossegado e os clássicos gregos para ler em paz. e é tão perigoso tudo isso...

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