domingo, 25 de abril de 2004

testamento














disse: creio na poesia, no amor e na morte,
e por isso mesmo creio na imortalidade. escrevo um verso,
escrevo o mundo; existo; existe o mundo.
da ponta do meu dedo mínimo corre um rio.
o céu é sete vezes azul. esta pureza
é de novo a primeira verdade, a minha última vontade.

giánnis ritsos: antologia.
fora do texto, 1993.

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