ainda sinto a tua mão,
ainda te adivinho os reflexos e as sombras,
ainda escuto as palavras que ficaram no pateo da rua da sofia
a mais bonita
pelas pessoas
pela pressa
pelos olhares que levavam chita
e talheres e cobertores
enxovais para as moças namoradeiras
e o teu olhar parado no pateo
alheio ao buliço e às horas
tenho o teu sorriso em kodachrome
e não acredito que tenha existido
e em cada dia compreendo mais uma palavra
da casa, do rio, do jardim, da praia
e tambem do pateo
apesar de serem poucas
disseste-as?
do mais fugaz olhar,
do mais distraido carinho
bebo agora o que preciso para continuar.
mais um verão que volta
mais um ano cheio de dias teus.
Sem comentários:
Enviar um comentário