passo a minha mao pela tua cabeça
recurvamente, atentamente, e só com dedos brandos,
olhando-a como passa e vendo onde passou.
quero tanto saber o que tu pensas.
(apreender, jorge de sena)
(...)
e a cabeça, tão longe por cima dele,
apenas ainda reconhecível
como a máscara de caos e origem,
desvia-se das linhas,
diz no seu respirar
a cadência do pensar
e fecha o poema
com um suspiro.
(small-bang, cees nooteboom)
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