o dia parecia correr bem. rever a sofia. encontrar finalmente a insensatez. o café santa cruz no meio de um sábado de semana inglesa. a presença ainda mística de andré bonirre. depois, a visita ao centro de artes visuais. o luís que chega e chama a atenção para o 'strip' de jemima stehli: o convite a homens escritores e críticos para (se) fotografarem com a artista. perfeito. tudo a correr bem até ao momento em que num claustro o luís tira do bolso um recorte de revista (seria a la redoute?) e mostra a rapariga das pernas gordas. depois não recuperei. em vão a doçura do ponto negro que nos ilumina. em vão o extraordinário avatar que nos enviaram para tudo destruir e criar uma vida nova. em vão a serenidade e a sábia postura do castor. ainda tentei fugir para o navio de espelhos que a alexandra aconselhava. em vão. não sei se vou recuperar. se fosse agora eu a sentar-me à frente de jemima não disparava nunca. nenhuma fotografia depois.
1 comentário:
Privarias assim o mundo de disfrutar de uma serie de obras extraordinarias... seria uma pena, de facto.
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